Sem querer foi como tudo começou
Frases soltas pelo vento de forma ingênua
Risadas etílicas voando pelo bar
Ainda não sei se a vontade nossa era maior que nossa embriaguez
Tudo girava e eu não sabia se era por causa de você
Ou por causa das garrafas vazias espalhadas pela mesa
Sentado no banco de passageiro
Vendo a vida do lado de fora do vidro continuar
Minha mente congelada
Feito o gelo dentro do nosso copo
Quando senti o calor do seus lábios nos meus
Quando senti sua mão quente no meu corpo
Quando ouvi sua risada perto do meu ouvido
Nosso fim de noite foi bom
Nossos fins de noites foram bons
Dia após dia me deparando com a mesma cena
Entrelaçando nossos corpos em um colchão gelado
Suor escorrendo por nosso rosto
Gemidos de prazer ecoando pelo corredor
100 dias de risadas sem motivo pelas madrugadas
100 dias de motivação
100 dias de alegria
E no nosso auge você fugiu
Me deixou para trás como se nada tivesse acontecido
Fingindo sua força entre as pessoas
Fingindo sua alegria
Fingindo que não estava mais nem aí
E para quê isso?
Mentiras podem ser ditas para os outros
Mas não para nós mesmos
Não aguentei e resolvi partir
Comprei meu terreno no inferno e te deixei
Se foi bom?
Não sei
Mas é melhor cuidar do que sobrou da minha alma
Pois o resto já dei para você
Se você guardou ou não
Isso eu não sei
Pode parecer clichê
Mas o tempo vai resolver esse nosso problema
Enquanto isso nós vivemos de memórias
Memórias que não precisariam ser
Se o seu medo não fosse maior que sua vontade de viver
Precisamos de muita coragem
Pra fazer da vida uma celebração
Faltou isso em você
E por isso estamos aqui
Morrendo com as memórias.
The Yer Blues
domingo, 10 de julho de 2011
CADÊ MINHA BORRACHA?
erros e mais erros, fazem parte da minha vida.. estão por toda parte! abro a gaveta, acho um.. olho o nosso porta-retrato, acho mais alguns erros.. atendo o telefone, e mais um erro vem com o som da sua voz.. onde está minha borracha pra apagar tudo isso? será que não tem como ou eu que não quero parar de sentir isso? apesar de ser uma dor, é algo que faz lembrar dos momentos que estive ao seu lado.. eu não consigo viver sem você, mas também não consigo respirar ao seu lado.. onde será que está o câncer da nossa relação? no seu corpo ou no meu? até conseguirmos achar essa resposta, acho melhor nós irmos apagando aos poucos oque restou de nós.
terça-feira, 5 de julho de 2011
TERRENO NO INFERNO.
A cabeça doía como se fosse explodir. Virava de um lado para o outro da cama, e não conseguia dormir. Envolto pela luz amarelada e fraca que iluminava meu quarto, olhava para o nada, escutando os sons dos grilos, os latidos dos cães e o tic-tac do relógio... Pensava que não havia saída. Que não conseguiria tirar aquela incógnita da minha mente. O labirinto da minha cabeça estava cada vez maior e mais difícil. Os pensamentos começavam a vir em tona e não conseguiam ser concluídos. Toda informação obtida era em vão. Um suor gelado escorria pelo meu rosto. Estava cada vez mais ofegante. Não agüentava mais! Uma lágrima caiu sobre o lençol da cama, fazendo meu coração acelerar cada vez mais. Sentei. Levei as mãos molhadas ao rosto. Perguntando-me o porquê daquela situação. Tentei me livrar das sensações, mas não consegui. Minhas pernas estavam bambas, não tinha mais controle sob meu corpo. Acho que as moedas jogadas em minha mesa, foram o bastante para comprar meu terreno no inferno. Estava partindo. A luz, que já era fraca, foi ficando cada vez mais fraca. Meus olhos foram se fechando lentamente. A respiração ficando vagarosa... Os pensamentos indo embora... Os latidos dos cães, que antes eram ensurdecedores, agora não faziam mais diferença. O tic-tac do relógio? Foi a contagem regressiva para minha partida. A morte chegou silenciosamente, e me levou com ela. Como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.
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