domingo, 10 de julho de 2011

MORRENDO COM MEMÓRIAS

Sem querer foi como tudo começou
Frases soltas pelo vento de forma ingênua
Risadas etílicas voando pelo bar
Ainda não sei se a vontade nossa era maior que nossa embriaguez
Tudo girava e eu não sabia se era por causa de você
Ou por causa das garrafas vazias espalhadas pela mesa
Sentado no banco de passageiro
Vendo a vida do lado de fora do vidro continuar
Minha mente congelada
Feito o gelo dentro do nosso copo
Quando senti o calor do seus lábios nos meus
Quando senti sua mão quente no meu corpo
Quando ouvi sua risada perto do meu ouvido
Nosso fim de noite foi bom
Nossos fins de noites foram bons
Dia após dia me deparando com a mesma cena
Entrelaçando nossos corpos em um colchão gelado
Suor escorrendo por nosso rosto
Gemidos de prazer ecoando pelo corredor
100 dias de risadas sem motivo pelas madrugadas
100 dias de motivação
100 dias de alegria
E no nosso auge você fugiu
Me deixou para trás como se nada tivesse acontecido
Fingindo sua força entre as pessoas
Fingindo sua alegria
Fingindo que não estava mais nem aí
E para quê isso?
Mentiras podem ser ditas para os outros
Mas não para nós mesmos
Não aguentei e resolvi partir
Comprei meu terreno no inferno e te deixei
Se foi bom?
Não sei
Mas é melhor cuidar do que sobrou da minha alma
Pois o resto já dei para você
Se você guardou ou não
Isso eu não sei
Pode parecer clichê
Mas o tempo vai resolver esse nosso problema
Enquanto isso nós vivemos de memórias
Memórias que não precisariam ser
Se o seu medo não fosse maior que sua vontade de viver
Precisamos de muita coragem
Pra fazer da vida uma celebração
Faltou isso em você
E por isso estamos aqui
Morrendo com as memórias.

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