A cabeça doía como se fosse explodir. Virava de um lado para o outro da cama, e não conseguia dormir. Envolto pela luz amarelada e fraca que iluminava meu quarto, olhava para o nada, escutando os sons dos grilos, os latidos dos cães e o tic-tac do relógio... Pensava que não havia saída. Que não conseguiria tirar aquela incógnita da minha mente. O labirinto da minha cabeça estava cada vez maior e mais difícil. Os pensamentos começavam a vir em tona e não conseguiam ser concluídos. Toda informação obtida era em vão. Um suor gelado escorria pelo meu rosto. Estava cada vez mais ofegante. Não agüentava mais! Uma lágrima caiu sobre o lençol da cama, fazendo meu coração acelerar cada vez mais. Sentei. Levei as mãos molhadas ao rosto. Perguntando-me o porquê daquela situação. Tentei me livrar das sensações, mas não consegui. Minhas pernas estavam bambas, não tinha mais controle sob meu corpo. Acho que as moedas jogadas em minha mesa, foram o bastante para comprar meu terreno no inferno. Estava partindo. A luz, que já era fraca, foi ficando cada vez mais fraca. Meus olhos foram se fechando lentamente. A respiração ficando vagarosa... Os pensamentos indo embora... Os latidos dos cães, que antes eram ensurdecedores, agora não faziam mais diferença. O tic-tac do relógio? Foi a contagem regressiva para minha partida. A morte chegou silenciosamente, e me levou com ela. Como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.
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